Transtorno Afetivo Bipolar

Lítio

Filed under: Depoimentos | 07/11/2010 (3:10 pm) |

“O lítio mudou minha vida.

A palavra que eu associo a ele é LUCIDEZ.

Nunca fui tão lúcida.

Porém, engordei 12 quilos com ele.

Mas eu não quero abrir mão dessa lucidez que me faz ver o mundo de uma forma completamente diferente. Tudo limpo e claro.

Ele deu fome. E diminuiu minha capacidade de me mexer. Não consigo fazer exercícios. Estou mais tranquila e não tenho mais a agitação de antes que me fazia correr até 8 km por dia.

A fome vem mais à noite. Depois da segunda dose.

Tentei diminuir essa segunda dose mas isso compromete meu equilibrio. Acho que estou tomando exatamente o suficiente para me manter lúcida.

A saída é passar fome e simplesmente não comer tudo que dá vontade.

Vou ver o que acontece.”



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  • Pode não ser crise.

    Filed under: Artigos | 03/28/2010 (12:47 pm) |

    Pacientes psiquiátricos em geral sofrem muito preconceito. É um fato.

    E quando se sentem mal, a primeira coisa que imagina é que a doença descompensou.

    Infelizmente vejo que muitos médicos também compartilham de preconceito: se o paciente está reclamando de algo, é o distúrbio psiquiátrico falando.

    Algumas vezes é de fato uma descompensação do distúribio, que pode causar inúmeros sintomas diferentes. Lembremos que a neuroquímica cerebral controla o corpo todo e que um desbalanço nessa neuroquímica pode afetar qualquer economia do corpo dando sintomas não só mentais.

    Porém, pacientes psiquiátricos também ficam doentes de outras coisas e muitas vezes não conseguem ajuda porque suas queixas não são levadas a sério.

    Quando se passa em um médico ou se vai fazer exames, sempre perguntam que medicações você está tomando. E é só começar a desfilar a lista de remédios para TAB que a cara do interlocutor muda.

    Infelizmente não se deve omitir o uso e diagnóstico para o profissional de saúde. E daí fica-se exposto ao preconceito.

    Num mundo ideal, se poderia discutir normalmente o uso de medicação psiquiátrica como se fala de uso de anti-hipertensivo ou insulina.

    É muito difícil achar um profissional isento que olha o paciente bipolar como um ser humano normal e então possibilita o diagnóstico de outros males.

    Procurem médicos assim.

    Escutem seus psiquiatras mas se estiver se sentindo mal, também procure outras especialidades médicas. Nem tudo que o bipolar sente é crise.



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  • Esforço Físico Pode Desencadear Crise

    Filed under: Artigos | 09/08/2009 (4:19 pm) |

    Já expliquei anteriormente que o bipolar equilibrado não está livre de crises mesmo tomando sua medicação corretamente.

    Para se manter no equilíbrio é necessário manter um a certa rotina de estímulos. Nem muito lá, nem muito cá.

    O que faz o bipolar ficar vulnerável a crises são as coisas extraordinárias que ultrapassam a faixa de atuação da medicação e de seu psiquismo.

    Aí, qualquer estímulo vale, inclusive um esforço físico fora do comum.

    Ficar muito cansado, Passar muito calor. Suar demais… Tudo isso altera o equilíbrio orgânico e mental exigindo respostas de adaptação que muitas vezes não estão disponíveis.

    Então, depois de um esforço físico extenuante o bipolar pode entrar em depressão se já estava pendendo para este lado, ou ficar excitado demais com a movimentação e entrar em mania.

    É importante reconhecer quando isso ocorre para saber que a causa da crise foi o esforço físico e não se deixar dominar pelos pensamentos e sensações da crise como se fossem primários.

    Bipolares assim como qualquer pessoa devem fazer atividades físicas, mas todos devem começar aos poucos se condicionando no decorrer do tempo.



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  • Aviso

    Filed under: Correspondências | 08/10/2009 (5:26 pm) |

    Não adianta mandar emails ou querer me adicionar em Orkut, MSN, etc. para se consultar gratuitamente online comigo.

    Eu não dou consultas gratuitas online.

    Inclusive nos é proibido aos médicos atendimento online.

    Se você acha que precisa de um médico a ponto de entrar em contato comigo, minha sugestão é que vá ao médico de fato.

    Obrigada pela atenção.



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  • Como Falar?

    Filed under: Correspondências,Dúvidas | 08/06/2009 (2:24 pm) |

    “Olá.
    Minha namorada tem todos os indícios de ser uma Bipolar. Não sou eu q digo a
    própria família vê isso nela.
    Bem, minha dúvida é como posso falar com ela, como posso dizer a ela q ela
    possui sintomas da doença e q ela precisa se tratar.
    Agora ela esta passando por outra crise. Não sei como agir pois tudo q faço
    por ela não basta e sou muito, mais, muito maltratado. Não estou aguentando.
    Preciso realmente de ajuda.
    Como falar com ela sem q ela leve isso como ofensa (pq ela leva). Ela passou
    por traumas um deles foi um aneurisma cerebral. Dizem q foi depois disso. Não
    sei. Ultimamente, a um ano ela engordou e não emagrece pq não consegue. Penso
    q seja alguma desfunção pois a gordura dela não é “normal”. Nem sei o q
    pensar como agir. Como eu disse já fiz de tudo e não sei o q fazer.
    Obrigado. Me ajude.”

    Meu Caro,

    Não vejo outro jeito além de sentar e conversar com carinho e paciência.

    Não podemos controlar a reação do outro.

    Lembre-se de cuidar de você também para não ser mais maltratado.

    Boa sorte.



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  • Anfepramona

    Filed under: Correspondências,Dúvidas | 08/06/2009 (2:20 pm) |

    “Liliana, posso parar de tomar meus remedios para fazer tratamento para obesidade
    c anfepramona?”

    Não sou sua médica para opinar em seu tratamento.

    Você deve falar com seu médico sobre isso.

    Mas acho que você já sabe a resposta, não é?



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  • Na Crise

    Filed under: Artigos | 08/01/2009 (3:30 pm) |

    Todo mundo tem dor de barriga ou fica gripado um dia.

    É só comer algo que fez mal ou entrar em contato com algum vírus.

    O bipolar tem crises.

    Geralmente causadas por um estressor, a “comida que fez mal” ou o “vírus da gripe”.

    Então, você vai levando sua vida e de repente acontece algo que te tira do seu equilíbrio e uma crise acontece. Pode ser crise de mania, hipomania ou depressão. Você fica fora do seu normal. Sente-se doente.

    Muitos dos bipolares demoram a perceber que estão em crise. Esse é o perigo porque é a hora que ficam vulneráveis a muitas coisas ruins.

    Então é preciso ficar esperto e se reconhecer: opa! Não estou bem.

    Uma vez reconhecida a crise, tem que ir atrás do tratamento dela. O tratamento varia de acordo com o tipo de crise e o psiquiatra tem papel fundamental nessa hora.

    E daí é tratar. Como se trata uma gripe, uma dor de barriga: sabendo que ela vai passar. Que vai voltar a ficar tudo bem.

    Eu percebo que tem pacientes que se recusam a aceitar o acontecimento de crises episódicas. Que não aceitam que vão ter crises e que na vigência dela, tem que se comportar como numa situação especial.

    Não dá para ter vida normal enquanto estamos com febre de 38 graus. Tem que descansar, tem que se alimentar bem, tem que se poupar, tem que tomar medicação.

    A grande briga é não se aceitar bipolar e por conseguinte propício a ter crises de vez em quando.

    Ser bipolar e apresentar descompensações deveria ser algo já aceito e com mecanismos de lidar com elas.

    Brigar com o Transtorno Bipolar em vez de conhecê-lo e ser prático nas suas manifestações faz a crise ser muito pior do que é.

    O grande segredo da doença é aceitá-la e saber lidar com ela. Gostar de si mesmo acima de tudo e em qualquer fase dela. Cuidar-se bem.

    A crise passa.

    Trate-se bem durante a crise. Cuide-se como se estivesse com uma febre alta. As pessoas respeitam seus corpos durante uma infecção. Ficam de cama, descansam, se alimentam melhor, se hidratam. Por que ser diferente durante uma crise do transtorno?

    Ninguém fica com raiva de si mesmo porque pegou uma infecção. E não deve ficar com raiva de si porque o Transtorno Bipolar descompensou.

    Como falei, geralmente as crises são disparadas por um estressor. Seria o vírus da infecção. Cabe a pessoa, com ajuda de terapia ou não, descobrir qual foi esse estressor e aprender a se defender desse vírus para não ter nova crise pela mesma razão.

    Cada crise de um bipolar significa uma grande oportunidade para se conhecer melhor, conhecer o meio que o cerca, reavaliar a vida, seu comportamento, suas relações e daí, fazer as mudanças necessárias para que o fator estressor não ocorra mais, ou se ocorrer, estar fortalecido para lidar com ele.



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  • Bode Expiatório

    Filed under: Correspondências,Dúvidas | 07/29/2009 (12:50 pm) |

    “Desde que conheci meu marido ele muda repentinamente de atitude – foram vários
    episódios. Sempre pensei que isso fosse uma “herança” do seu contexto familiar
    na infância e por questões emocionais. Há mais de 3 anos eu procurei terapia
    para nós mas, ele não conseguiu participar e eu continuei; aos poucos fui
    percebendo que eu não sou a culpada pelas reações dele. Contudo, há mais de
    2 meses ele saiu de casa dizendo que sua cabeça estava cheia que sabia que
    precisava de ajuda, mas, que agora não poderia dar conta. Não consigo enxergar
    onde estou nessa relação: estamos ou não separados? Nossa filha entende menos
    ainda! Ele se Comunica comigo através de torpedos e quando eu ligo não atende.
    Fica algumas noites em casa, me ama enlouquecidamente, mas, no outro dia é como
    se fossemos estranhos!!! Depois de ler alguns artigos penso que ele possa sofrer
    do transtorno afetivo bipolar. Como faço para falar com ele sobre isso? Ele
    foge de conversas, não responde nada, aliás nunca respondeu! Como posso
    ajudá-lo? Amo-o muito e preciso que o pai de minha filha possa continuar
    convivendo com ela com coerência, afinal, sentimos muito falta da alegria, do
    carinho e dedicação dele.”

    Eu recebo dois tipos de emails: dos que sofrem de alguma patologia e dos que convivem com alguém que sofre ou pode sofrer.

    Nos dois casos minha intenção é reforçar a saúde daquele que me escreve em primeiro lugar.

    Quem convive com alguém com problemas está sofrendo também. E muito. Fica a mercê de alterações de humor, agressividade, confusão, angústia pelo outro. E essas pessoas ao focarem o problema do outro, não estão vendo que elas mesmas têm um problema delas para resolver: como posso me proteger? Como posso parar de sofrer com tudo isso? Como posso para de me expor a essa pessoa ou situação? Enfim, como lidar com isso com o mínimo sofrimento?

    Existe um termo, bode expiatório, e geralmente o doente diagnosticado (ou não) se torna o tal bode expiatório  e causa dos sofrimentos de todo mundo, da família.

    Apontar o bode expiatório é muito mais fácil do que reconhecer as próprias fragilidades porque o bode geralmente é bem colorido e chamativo.

    No caso acima, agora falando para a mulher que me escreveu, a única coisa que você pode fazer é conversar e pedir que seu (ex)marido procure um psiquiatra para diagnóstico. Se ele não quiser ir, não há o que fazer por ele. E ele então deve assumir as consequências de não se tratar.

    Mas perceba o seu papel no seu sofrimento. O quanto você permite que ele a machuque. O quanto você permite permanecer nessa situação indeterminada de casal. Você pode dar o basta. Resolva suas coisas internamente, dentro de você, independente dele.



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  • Para os que convivem com um Bipolar

    Filed under: Artigos | 07/19/2009 (3:42 pm) |

    Recebo muitos emails e mensagens de gente querendo saber como se comportar com seu parente, namorado(a), marido/esposa, amigo(a) que é bipolar.

    Eu digo que depende da fase que o bipolar está.

    Tem episódios que o bipolar está tão desequilibrado (digo desequilibrado em termos de química cerebral) que ele mesmo não tem consciência de como está se comportando. Tanto faz se está deprimido, psicótico, maníaco. A pessoa pode estar tão fora do equilíbrio que não consegue tomar nenhuma atitude positiva para com ela mesma e pode magoar e ferir os que estão perto. Nessa hora, o doente, na minha opinião, não tem querer. É preciso uma pessoa forte e determinada para tomar a frente do tratamento do bipolar. Levar ao médico, dar a medicação, colocar limites, cobrar resultados. O doente nessa situação está totalmente a mercê do outro que vai trabalhar para seu restabelecimento. E o bipolar nessa hora deve se entregar e confiar. Por isso que é tão importane estar cercado de gente legal e que quer seu bem. Comparando com o diabético, seria a hora que o diabético entra em coma. A pessoa que convive com o bipolar deve saber reconhecer essa fase e tomar as atitudes certas, e não levar as possíveis agressões para o lado pessoal, é a doença falando.

    O que eu percebo é que muita gente abandona o bipolar justamente na hora em que ele mais precisa de ajuda e na hora em que ele não está senhor do que está fazendo.

    A outra fase que eu reconheço são os pequenos desequilíbrios secundários a alguns estímulos extraordinários no dia a dia. O bipolar descompensa mas não chega a se perder totalmente. Geralmente existe medicação para horas como essa, de emergência e passageira e quem está perto precisa ter um pouco mais de paciência e reconhecer a descompensação e ajudar ao retorno do equilibrio. Isso não quer dizer que o bipolar não fique triste ou muito alegre como as outras pessoas, mas ele tem facilidade de descompensar e seu comportamento descompensado é bem diferente de seu comportamento quando em equilíbrio. Novamente, digo que muita gente falha em reconhecer esse desequilíbrio e não entende que é um sintoma, como se tivesse subido a glicemia no sangue do diabético depois de uma refeição especial.

    Então, a dúvida que se coloca é: quando é a doença falando e quando é a pessoa? Se surgiu a dúvida, deve-se entrar em contato com o médico. Para sabermos se é um desequilíbrio, devemos analisar as circunstâncias nas quais ocorreu o comportamento. E constatando-se que foi numa situação anormal, as chances de ser um sintoma de descompensação são grandes. E o bipolar precisa de ajuda.

    A terceira fase do bipolar é quando ele está equilibrado, em harmonia. É nessa hora que as pessoas esquecem que ele pode descompensar dependendo do estímulo, porque ninguém tem a palavra “bipolar” tatuada na testa. O bipolar em equilíbrio não difere de mais ninguém.

    A grande questão para quem convive com um bipolar é se você está disposto a conviver com alguém com uma doença crônica que pode descompensar de vez em quando. Tem gente que prefere esquecer da condição do bipolar assim como não quer ver que aquela outra pessoa é diabética e tem que fazer dieta para o resto da vida.

    Um tempo atrás soube de um caso de uma paciente cuja amiga falou: eu não te procurei mais porque você estava chata. No que a paciente respondeu: eu estava chata porque estava doente e era nessa hora que você deveria ter reconhecido que eu não estava bem e me ajudado.

    Enfim, tem gente que só consegue se relacionar superficialmente com outras pessoas, apenas quando elas estão bem de saúde. Você deve saber seu limite e ver até que ponto quer se envolver com alguém doente.



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  • Intercorrências Agudas em Doenças Crônicas

    Filed under: Artigos | 07/07/2009 (3:13 pm) |

    Eu sempre falo para meus pacientes que a medicação para a patologia crônica vai protegê-los numa faixa de atuação limitada de normalidade de situações.

    Isso vale para o epilético e seu anticonvulsivante, o hipertenso e a medicação antihipertensiva, o diabético e seus hipoglicemiantes e por aí vai.

    No caso do bipolar, a premissa também vale: a pessoa pode estar equilibrada com uma certa medicação que a “protege” na maior parte das ocorrências do dia a dia mas, no caso de um fato extraordinário, a medicação pode vir a ser insuficiente.

    Um exemplo é o caso da febre.

    Todos os pacientes crônicos podem descompensar na vigência de infecções e febre. O corpo está todo alterado combatendo a infecção, o metabolismo está alterado, toda a química cerebral e do organismo como um todo está trabalhando diferente, sob stress.

    Assim, da mesma forma que um diabético pode ter sua glicemia aumentada durante uma infecção, o bipolar pode se ver deprimido, ou maníaco ou com seu componente psicótico ativado. Ou seja, a intercorrência aguda precipita a crise da doença de base.

    Então, o que fazer?

    Primeiro ter consciência que isso pode acontecer. É fundamental saber que em determinadas situações sua doença de base pode se manifestar mesmo estando ela muito bem controlada.

    Segundo, tratar tanto a intercorrência que levou a crise como a crise em si. Sabendo que se trata não de uma descompensação por falha no tratamento original, e sim por somatória de fatores novos e passageiros.

    Terceiro, manter contato com seu médico enquanto a crise durar para que se possa voltar à normalidade o mais rápido possível.

    Muitos pacientes não se dão conta que estão descompensados na vigência de outras intercorrências que os estressa e confundem os sintomas de sua patologia de base com a própria intercorrência. Sabendo qual sintoma corresponde a qual patologia, pode-se lidar melhor com eles.



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  • Esperança

    Filed under: Artigos | 06/23/2009 (4:06 pm) |

    Recebo muitos emails e comentários sobre pessoas muito desestimuladas com seus tratamentos ou de parentes e pessoas próximas.

    Ter um diagnóstico de uma doença crônica não é fácil. É uma sentença de luta pela vida toda com altos e baixos, cuidados especiais que não se teria se não tivesse a doença. Isso vale para qualquer doença crônica, diabetes, hipertensão arterial, transtorno bipolar, depressão, insuficiência coronariana, etc..

    Hoje em dia a medicina já dispõe de meios para controlar muitas patologias e permitir uma vida produtiva e com boa qualidade.

    Os tratamento envolvem muitas vezes medicações de longo prazo, controles rígidos, visitas ao médico, envolvimento de outros profissionais como terapeutas, nutricionistas.

    Mas o tratamento bem sucedido depende primariamente do paciente e de seu empenho em ficar melhor.

    Todos os profissionais envolvidos e as pessoas acompanhantes próximas por mais que queiram o sucesso e o bem estar do indivíduo são limitados.

    Enquanto o paciente não se conscientizar que depende dele a aderência ao tratamento e o feedback aos profissionais, ninguém poderá fazer o tratamento por ele.

    Os pacientes costumam se frustrar com os resultados e aí podemos ajudá-los: estimular a aderência ao tratamento explicando que ele pode sim ter uma vida melhor. Pode demorar um tempo, pode ser trabalhoso, pode requerer revisões na estratégia adotada, mas a pessoa pode ficar bem sim dentro dos limites de sua condição.



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  • Aposentadoria

    Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (3:02 pm) |

    “gostaria de um esclarecimnto, tnho um amigo q recebeu
    diagnóstio:f.21(esquizotípico) ele pode s aposentar?qto tempo leva e qto tempo
    terá q contribuir para o INSS?Por onde deverá começar?aguardo”

    Todos as dúvidas podem ser sanadas no site da Previdência.

    Aqui está a página sobre Aposentadoria por Invalidez.



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  • A Escolha

    Filed under: Artigos | 03/18/2009 (2:55 pm) |

    Ser bipolar não é fácil. Envolve muito sofrimento. Porém, quando a pessoa vai para o polo da mania, da euforia, o bem estar e a sensação de que tudo está ótimo e que a vida é maravilhosa e que ele consegue fazer tudo e que tudo vai dar certo muitas vezes compensam os períodos de depressão.

    Ou seja, tem bipolar que não quer abrir mão da sensação de bem estar da euforia, da mania ou da hipomania.

    Quando um bipolar se sente “bem”, no polo da mania, se sente muito bem mesmo. E o tratamento implica em parar de experimentar essa sensação falsa de bem estar. O indivíduo passa a ser uma “pessoa normal”, sem as características “especiais” que ele sente possuir.

    O preço do equilíbrio é enfrentar a realidade de si mesmo.

    Por isso a terapia é tão importante. Para ajudar a contextualizar a pessoa na realidade.

    Embora a depressão seja o quadro mais frequente do Transtorno Bipolar, a mania ou a hipomania podem atrair pacientes a não se tratarem.

    A grande escolha que o paciente tem que fazer é: vou abrir mão da falsa sensação de bem estar que eu tenho de vez em quando por sensações reais de bem estar que serão frutos de meus esforços?

    Uma vida de ilusão e doença por uma vida real e equilibrada.

    Eu já adianto que vale a pena abrir mão da mania e da hipomania. O equilíbrio conquistado e seus resultados concretos são recompensas reais que fazem muito bem para a pessoa em todos os níveis.



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  • “Mesmo medicada não consigo ser feliz…”

    Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (2:31 pm) |

    “Já sofri mto com essa doença.Já fui internada,hj sou medicada mas não
    consigo ter um trabalho normal,ser uma mãe como as outras.Sou casada há 9 anos
    com um marido maravilhoso mas vivo presa ao passado onde tinha mta liberdade e
    libertinagem.Muitas vezes,caio na noite como antigamente e depois de dias de
    “euforia” com os amigos,caio numa depressão sem motivo…Sofro por mto pouco e
    mesmo medicda não consigo ser feliz.Já tentei fzer análise mas nem isso levo
    p/ frente,é como se eu empurrasse a vida com a barriga.Depois que engordei 20
    Kg,piorei,pois minha estética vem em primeiro lugar.Se acho q to gorda,sou
    capaz de nao ver a luz do dia por até 2 meses.Como sofro com isso tdo…Como
    faço p/ ser melhor p/ mim mesma,minha filha e meu marido?Sei que ele nao merece
    já qu é o unico que tenho ao meu lado.”

    Olá,

    Pelo que você pouco que você escreveu, me parece que sua medicação não está te equilibrando muito bem pois você mesma escreve que tem períodos de euforia e depois depressão.

    Quem sabe não é hora de rever essa medicação e engrenar numa terapia para valer?

    Boa sorte!



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  • Tratamento gratuito para Bipolares

    Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (2:23 pm) |

    “gostaria de saber onde posso me tratar gratuitamento de transtorno bipolar???”

    O SUS engloba tratamento gratuito para Transtorno Bipolar. Para isso, você deve se matricular no Posto de Saúde mais perto de sua casa ou ir direto na Saúde Mental.

    Hospitais-escola como o Hospital das Clínicas em São Paulo também são uma boa opção.



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