Tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar – Uma Visão Geral
Não há dúvidas que o principal do tratamento é direcionado pelo psiquiatra e envolve medicação específica para estabilização do humor e tratamento da psicose. Porém, o TAB é uma patologia que atinge toda a economia da vida do paciente. Desde seu metabolismo até suas relações com o meio em que vive.
Então, o tratatamento ideal é o que chamamos de multidisciplinar, ou seja, envolve profissionais de diversas áreas e diversas especialidades.
Sempre partindo do psiquiatra, claro.
Um profissional que é fundamental para acompanhar o indivíduo bipolar é o psicoterapeuta. Este vai trabalhar a parte psicológica para minimizar as crises e as oscilações de humor que tiverem origem em fatores externos, sociais e circunstanciais, aumentando a tolerância e criando mecanismos de defesa e ajudando a adaptação do paciente à condição de bipolar.
Outro profissional indispensável é o médico clínico ou endocrinologista que vai acompanhar as condições físicas e complicações inerentes ao TAB, tais como ganho de peso, doenças cardio-vasculares, endocrinológicas, metabólicas, etc..
Havendo necessidade, deve-se procurar outros especialistas tais como cardiologistas, pneumologistas, neurologistas, de acordo com as complicações que aparecerem. E quem indicará esses profissionais será o psiquiatra ou o médico clínico.
Pelo fato do ganho de peso ser muito comum, a procura por nutrólogos e nutricionistas é frequente também.
Assim como por educadores físicos e personal trainers. Atividade física faz parte do tratamento do TAB.
Pouco se fala na ajuda legal de um advogado. Eu recomendo que se inteire de seus direitos e situação nas leis de nosso país.
Às vezes, dependendo da situação, é necessário o envolvimento de assistente social e grupos de apoio tanto para o paciente como para os familiares e amigos.
A idéia desse artigo é que o Transtorno Afetivo Bipolar é uma doença crônica, que envolve todos os setores de vida da pessoa e seus circundantes e o tratamento vai além de tomar remédios para o resto da vida. É necessário uma mudança de vida, uma nova forma de encarar a vida para se alcançar uma excelente qualidade de vida, que é possível alcançar sim.
O período inicial entre o diagnóstico e a estabilização com a medicação certa e o esquema de vida adequado pode variar e até demorar um pouco. Mas, passando essa fase de ajustes, é possível ter uma vida plena, muito satisfatória e de ótima qualidade.
Vale a pena o esforço do começo para colher uma boa vida depois.

No Comments
No comments yet.
RSS feed for comments on this post.
Sorry, the comment form is closed at this time.