Transtorno Afetivo Bipolar

A Escolha

Filed under: Artigos | 03/18/2009 (2:55 pm) |

Ser bipolar não é fácil. Envolve muito sofrimento. Porém, quando a pessoa vai para o polo da mania, da euforia, o bem estar e a sensação de que tudo está ótimo e que a vida é maravilhosa e que ele consegue fazer tudo e que tudo vai dar certo muitas vezes compensam os períodos de depressão.

Ou seja, tem bipolar que não quer abrir mão da sensação de bem estar da euforia, da mania ou da hipomania.

Quando um bipolar se sente “bem”, no polo da mania, se sente muito bem mesmo. E o tratamento implica em parar de experimentar essa sensação falsa de bem estar. O indivíduo passa a ser uma “pessoa normal”, sem as características “especiais” que ele sente possuir.

O preço do equilíbrio é enfrentar a realidade de si mesmo.

Por isso a terapia é tão importante. Para ajudar a contextualizar a pessoa na realidade.

Embora a depressão seja o quadro mais frequente do Transtorno Bipolar, a mania ou a hipomania podem atrair pacientes a não se tratarem.

A grande escolha que o paciente tem que fazer é: vou abrir mão da falsa sensação de bem estar que eu tenho de vez em quando por sensações reais de bem estar que serão frutos de meus esforços?

Uma vida de ilusão e doença por uma vida real e equilibrada.

Eu já adianto que vale a pena abrir mão da mania e da hipomania. O equilíbrio conquistado e seus resultados concretos são recompensas reais que fazem muito bem para a pessoa em todos os níveis.



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  • 4 Comments »

    April 23, 2009 @ 1:46 pm #

    sou mae de bipolar procuro como ajudar meu filho e minha familia

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    October 31, 2009 @ 11:18 pm #

    descobri minha bipolaridade há cinco anos. E vivi exatamente o que a matéria relata. O equilíbrio é a palavra certa para descrever como podemos levar uma vida, até certo ponto, normal. E o mais importante que eu descobri foi a felicidade, não aquela irreal das drogas e da mania, mas aquela que está nas pequenas e importantes coisas da vida. Hoje, aprendi a me conhecer e a perceber os sintomas tanto da depressão como da mania, o que me permite passar por essas fases de maneira menos dolorosa.

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    January 3, 2010 @ 9:37 pm #

    Sou bipolar, tenho acompanhamento médico-psicológio e achei interessantíssimo esse arquivo. Eu tenho o meu ex-marido que insiste em morar na minha casa e isso é a razão das minhas crises que acontecem sempre aos fins de semana. Mesmo bipolar trabalhar, ter uma vida “normal”. Mas essa pessoa na minha casa destroi todo o meu esforço para me manter bem, mas as pessoas por não entendesrem o que realmente eu sinto, ainda me criticam. Sofro além da doença de uma insuportável solidão. Obrigada pelo espaço e parabens pelos artigos.

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    May 8, 2010 @ 8:09 pm #

    Sou mãe bipolar de 3 filhos normais. Eu passei a vida inteira com a minha família (pais, irmãos e ex-marido)achando que eu era apenas uma rebelde sem causa. A minha bipolaridade eu precisei descobrir por mim mesma com ajuda medico-psicológica. Se eu fosse mãe de bipolar, eu daria para o meu filho o que eu sempre procurei, ajuda para encontrar os caminhos que me levassem ao equilíbrio; um ouvido sempre atento e confiável para me ouvír nas minhas crises quer de depressão, quer de euforia. Eu encontrei essa ajuda 20 anos depois, com meu médico que sempre me incentiva a fazer coisas como escrever, encarar minha bipolaridade com naturalidade, sem me julgar anormal. E amor, compreensão, companheirismo, apoio moral, que encontrei no meu novo relacionamento. Para mim, hoje, essas pessoas que me ouvem quando fico meio deprimida, me incentivam quando estou bem e pacientemente me “protegem” quando estou rumo à euforia, me trazendo delicadamente ao equilíbrio são a razão de eu me sentir bem, sem muitas crises ultimamente. Ame seu filho, ame, ame e procure entendê-lo como só nós mães sabemos. Já o estará ajudando muito.

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