Esperança
Recebo muitos emails e comentários sobre pessoas muito desestimuladas com seus tratamentos ou de parentes e pessoas próximas.
Ter um diagnóstico de uma doença crônica não é fácil. É uma sentença de luta pela vida toda com altos e baixos, cuidados especiais que não se teria se não tivesse a doença. Isso vale para qualquer doença crônica, diabetes, hipertensão arterial, transtorno bipolar, depressão, insuficiência coronariana, etc..
Hoje em dia a medicina já dispõe de meios para controlar muitas patologias e permitir uma vida produtiva e com boa qualidade.
Os tratamento envolvem muitas vezes medicações de longo prazo, controles rígidos, visitas ao médico, envolvimento de outros profissionais como terapeutas, nutricionistas.
Mas o tratamento bem sucedido depende primariamente do paciente e de seu empenho em ficar melhor.
Todos os profissionais envolvidos e as pessoas acompanhantes próximas por mais que queiram o sucesso e o bem estar do indivíduo são limitados.
Enquanto o paciente não se conscientizar que depende dele a aderência ao tratamento e o feedback aos profissionais, ninguém poderá fazer o tratamento por ele.
Os pacientes costumam se frustrar com os resultados e aí podemos ajudá-los: estimular a aderência ao tratamento explicando que ele pode sim ter uma vida melhor. Pode demorar um tempo, pode ser trabalhoso, pode requerer revisões na estratégia adotada, mas a pessoa pode ficar bem sim dentro dos limites de sua condição.

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