Pode não ser crise.
Pacientes psiquiátricos em geral sofrem muito preconceito. É um fato.
E quando se sentem mal, a primeira coisa que imagina é que a doença descompensou.
Infelizmente vejo que muitos médicos também compartilham de preconceito: se o paciente está reclamando de algo, é o distúrbio psiquiátrico falando.
Algumas vezes é de fato uma descompensação do distúribio, que pode causar inúmeros sintomas diferentes. Lembremos que a neuroquímica cerebral controla o corpo todo e que um desbalanço nessa neuroquímica pode afetar qualquer economia do corpo dando sintomas não só mentais.
Porém, pacientes psiquiátricos também ficam doentes de outras coisas e muitas vezes não conseguem ajuda porque suas queixas não são levadas a sério.
Quando se passa em um médico ou se vai fazer exames, sempre perguntam que medicações você está tomando. E é só começar a desfilar a lista de remédios para TAB que a cara do interlocutor muda.
Infelizmente não se deve omitir o uso e diagnóstico para o profissional de saúde. E daí fica-se exposto ao preconceito.
Num mundo ideal, se poderia discutir normalmente o uso de medicação psiquiátrica como se fala de uso de anti-hipertensivo ou insulina.
É muito difícil achar um profissional isento que olha o paciente bipolar como um ser humano normal e então possibilita o diagnóstico de outros males.
Procurem médicos assim.
Escutem seus psiquiatras mas se estiver se sentindo mal, também procure outras especialidades médicas. Nem tudo que o bipolar sente é crise.
