Seus artigos tem me ajudado bastante a entender meu transtorno,moro em
Pernambuco e fui diagnosticada com transtorno esquizotípico,sou
readaptada da rede pública de ensino do estado e do município do
Jaboatão dos Guararapes, antes até os 30 anos vivia “normalmente”
saindo,tendo uma gama de amigos.Em decorrencia de um fato que ocorreu
na escola onde presenciei, grupo de extermínio assassinando
ex-alunos,desencadeou ou vamos dizer que o meu transtorno ficou mais
perceptível a minha familia, desde então eles cuidam de mim, minhas
irmãs, meu cunhado me levou a um tratamento chamado hospital dia,onde
os familiares,participam de todo o procedimento e isto nos ajuda
muito,mas é só sair dalí para o trabalho onde eu assumo que tomo
medicamento e tenho um transtorno mental, fico a pensar se é
perseguição, ou, mania de perseguição,sei que todos me exclui de tudo,
quero muito que vc escreva algo em relação a este tipo de tratamento e
também quanto ao comportamento dos colegas no trabalho, porque minha
vida social e sexual foi, e está sendo, há uns 15 anos totalmente nula
o incrível é eu não sinto desejo sexual nenhum.Além de só trabalhar 1
mês no máximo por ano por não suportar,as discriminações, o médico
sempre me atestado médico de 3 meses.
Em duas palavras: ele existe.
Se você tirou licença médica para tratamento de alguma patologia psiquiátrica muito provavelmente, com quase toda certeza você vai se deparar com o preconceito de seus colegas de trabalho.
Apenas quem já passou pela experiência, ou seja, quem já foi ou é paciente pode te entender. Do contrário, são raras as pessoas que têm desenvolvimento para tratar um paciente psiquiátrico como uma pessoa como qualquer outra.
Por isso que se prefere não comentar nada a respeito de licenças, de diagnósticos, de nada. Por isso que a preferência é pela aposentadoria ou mesmo a demissão para mudar daquele ambiente que foi “contaminado” pelo preconceito.
Ser vítima de preconceito não é privilégio apenas dos pacientes psiquiátricos. Pacientes com doença crônicas e câncer também sofrem igualmente.
Como combater isso?
Não se pode enfiar bom senso e inteligência na cabeço dos outros, mas se pode ter posturas de gente saudável quando estamos saudáveis.
Se a licença acabou. Acabou. Você está apta a trabalhar deve esquecer sua patologia. Não assuma postura de “coitadinho”. Não se queixe nem se exponha para quem é apenas “colega de trabalho” e não vai te respeitar depois.
No trabalho tem-se que ter postura a mais profissional possível. Mais que os outros.
No trabalho: ser profissional.
Se não está se sentindo bem para trabalhar: não trabalhe.
Só apareça para os outros no seu melhor. E talvez eles esqueçam que você tirou aquela licença…