Transtorno Afetivo Bipolar

Como Falar?

Filed under: Correspondências, Dúvidas | 08/06/2009 (2:24 pm) |

“Olá.
Minha namorada tem todos os indícios de ser uma Bipolar. Não sou eu q digo a
própria família vê isso nela.
Bem, minha dúvida é como posso falar com ela, como posso dizer a ela q ela
possui sintomas da doença e q ela precisa se tratar.
Agora ela esta passando por outra crise. Não sei como agir pois tudo q faço
por ela não basta e sou muito, mais, muito maltratado. Não estou aguentando.
Preciso realmente de ajuda.
Como falar com ela sem q ela leve isso como ofensa (pq ela leva). Ela passou
por traumas um deles foi um aneurisma cerebral. Dizem q foi depois disso. Não
sei. Ultimamente, a um ano ela engordou e não emagrece pq não consegue. Penso
q seja alguma desfunção pois a gordura dela não é “normal”. Nem sei o q
pensar como agir. Como eu disse já fiz de tudo e não sei o q fazer.
Obrigado. Me ajude.”

Meu Caro,

Não vejo outro jeito além de sentar e conversar com carinho e paciência.

Não podemos controlar a reação do outro.

Lembre-se de cuidar de você também para não ser mais maltratado.

Boa sorte.



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  • Anfepramona

    Filed under: Correspondências, Dúvidas | 08/06/2009 (2:20 pm) |

    “Liliana, posso parar de tomar meus remedios para fazer tratamento para obesidade
    c anfepramona?”

    Não sou sua médica para opinar em seu tratamento.

    Você deve falar com seu médico sobre isso.

    Mas acho que você já sabe a resposta, não é?



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  • Bode Expiatório

    Filed under: Correspondências, Dúvidas | 07/29/2009 (12:50 pm) |

    “Desde que conheci meu marido ele muda repentinamente de atitude – foram vários
    episódios. Sempre pensei que isso fosse uma “herança” do seu contexto familiar
    na infância e por questões emocionais. Há mais de 3 anos eu procurei terapia
    para nós mas, ele não conseguiu participar e eu continuei; aos poucos fui
    percebendo que eu não sou a culpada pelas reações dele. Contudo, há mais de
    2 meses ele saiu de casa dizendo que sua cabeça estava cheia que sabia que
    precisava de ajuda, mas, que agora não poderia dar conta. Não consigo enxergar
    onde estou nessa relação: estamos ou não separados? Nossa filha entende menos
    ainda! Ele se Comunica comigo através de torpedos e quando eu ligo não atende.
    Fica algumas noites em casa, me ama enlouquecidamente, mas, no outro dia é como
    se fossemos estranhos!!! Depois de ler alguns artigos penso que ele possa sofrer
    do transtorno afetivo bipolar. Como faço para falar com ele sobre isso? Ele
    foge de conversas, não responde nada, aliás nunca respondeu! Como posso
    ajudá-lo? Amo-o muito e preciso que o pai de minha filha possa continuar
    convivendo com ela com coerência, afinal, sentimos muito falta da alegria, do
    carinho e dedicação dele.”

    Eu recebo dois tipos de emails: dos que sofrem de alguma patologia e dos que convivem com alguém que sofre ou pode sofrer.

    Nos dois casos minha intenção é reforçar a saúde daquele que me escreve em primeiro lugar.

    Quem convive com alguém com problemas está sofrendo também. E muito. Fica a mercê de alterações de humor, agressividade, confusão, angústia pelo outro. E essas pessoas ao focarem o problema do outro, não estão vendo que elas mesmas têm um problema delas para resolver: como posso me proteger? Como posso parar de sofrer com tudo isso? Como posso para de me expor a essa pessoa ou situação? Enfim, como lidar com isso com o mínimo sofrimento?

    Existe um termo, bode expiatório, e geralmente o doente diagnosticado (ou não) se torna o tal bode expiatório  e causa dos sofrimentos de todo mundo, da família.

    Apontar o bode expiatório é muito mais fácil do que reconhecer as próprias fragilidades porque o bode geralmente é bem colorido e chamativo.

    No caso acima, agora falando para a mulher que me escreveu, a única coisa que você pode fazer é conversar e pedir que seu (ex)marido procure um psiquiatra para diagnóstico. Se ele não quiser ir, não há o que fazer por ele. E ele então deve assumir as consequências de não se tratar.

    Mas perceba o seu papel no seu sofrimento. O quanto você permite que ele a machuque. O quanto você permite permanecer nessa situação indeterminada de casal. Você pode dar o basta. Resolva suas coisas internamente, dentro de você, independente dele.



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  • Aposentadoria

    Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (3:02 pm) |

    “gostaria de um esclarecimnto, tnho um amigo q recebeu
    diagnóstio:f.21(esquizotípico) ele pode s aposentar?qto tempo leva e qto tempo
    terá q contribuir para o INSS?Por onde deverá começar?aguardo”

    Todos as dúvidas podem ser sanadas no site da Previdência.

    Aqui está a página sobre Aposentadoria por Invalidez.



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  • “Mesmo medicada não consigo ser feliz…”

    Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (2:31 pm) |

    “Já sofri mto com essa doença.Já fui internada,hj sou medicada mas não
    consigo ter um trabalho normal,ser uma mãe como as outras.Sou casada há 9 anos
    com um marido maravilhoso mas vivo presa ao passado onde tinha mta liberdade e
    libertinagem.Muitas vezes,caio na noite como antigamente e depois de dias de
    “euforia” com os amigos,caio numa depressão sem motivo…Sofro por mto pouco e
    mesmo medicda não consigo ser feliz.Já tentei fzer análise mas nem isso levo
    p/ frente,é como se eu empurrasse a vida com a barriga.Depois que engordei 20
    Kg,piorei,pois minha estética vem em primeiro lugar.Se acho q to gorda,sou
    capaz de nao ver a luz do dia por até 2 meses.Como sofro com isso tdo…Como
    faço p/ ser melhor p/ mim mesma,minha filha e meu marido?Sei que ele nao merece
    já qu é o unico que tenho ao meu lado.”

    Olá,

    Pelo que você pouco que você escreveu, me parece que sua medicação não está te equilibrando muito bem pois você mesma escreve que tem períodos de euforia e depois depressão.

    Quem sabe não é hora de rever essa medicação e engrenar numa terapia para valer?

    Boa sorte!



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  • Tratamento gratuito para Bipolares

    Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (2:23 pm) |

    “gostaria de saber onde posso me tratar gratuitamento de transtorno bipolar???”

    O SUS engloba tratamento gratuito para Transtorno Bipolar. Para isso, você deve se matricular no Posto de Saúde mais perto de sua casa ou ir direto na Saúde Mental.

    Hospitais-escola como o Hospital das Clínicas em São Paulo também são uma boa opção.



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  • Hipotireoidismo x Bipolar

    Filed under: Dúvidas | 03/15/2009 (3:31 pm) |

    “Boa Tarde.
    Sou bipolar, mais de 04 anos e trato com o mesmo pisquiatra. Já troquei de remédios várias vezes, pois meu organismo acaba se adptndo rápido a fóluma e perde o efeito.
    Sofro muito de depressão aguda, mas em fração de segundos me torno agressiva capaz de qualquer loucura. Já tive anorexia e várias tentativas de suícidio.
    Meu médico tenta me ajudar de toda forma eu sei, mais eu tenho um problema que parece me tornar uma bipolar diferente dos outros.
    Em 2004 apareceu um tumor em minha tireóide e tive que retira-lá toda. Logo depois começaram os problemas.
    Até hoje faço tratamento com a endocrinologista para reposição do hormonio; mais ela nunca consegui manter o índice hormonal dentro do padrão normal. Segundo a mesma, meu organismo não aceito a retirada da tireóide. O meu psiquiatra e a endocrino estão sempre em contato, pois ela diz que ele tem que normaliza meu emocinal para que ela possa estabilizar a parte hormonal; já ele diz que não tem como acertar meu emocional se o hormonio TSH e T4 estão fora do padrão.
    Sei que tomo uns 10 comprimidos por dia de vários remédios, mais sinto piorar a cada dia.
    Estou afastada pelo INSS, mais eles estão sempre me dando alta e sempre sou humilhada nas perícias qd pesso recurso.
    Não posso fazer uso de lítio por não ter tireóide, vivo totalente isolada do mundo não saio de casa nunca, só fico deitada. Me chamam de vagabunda mais não ligo, só eu sei o que sofro.
    Já tentei uma aposentadoria por invalidez no INSS, tentei explicar que não tem tratamento no meu caso, pois não tenho a tireóide e meu organismo não aceitou a perda dele. O que consegui foi apensar muitos risos do períto do INSS.
    Gostaria muito de sua ajuda
    Obrigada”

    Olá, sinto muito por sua situação, realmente muito desagradável.

    Você tem aí dois desequilíbrios para lidar: um hormonal dos hormônios tireoidianos e outro cerebral. E um afeta o equilíbrio do outro.

    Sinceramente não estou entendendo qual a dificuldade de repor o hormônio da tireóide.

    O equilíbrio do Transtorno Bipolar no entanto é mais complicado, de fato. 

    Quanto ao lítio, não há porque não usá-lo em quem não tem tireóide. O lítio pode afetar a tireóide a longo prazo. Se você não tem mais a glândula, ele não terá nenhum efeito nela.

    Minha sugestão é que reavaliem sua dosagem de hormônio de tireóide e toda a sua medicação.



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  • Tratamento Gratuito

    Filed under: Dúvidas | 03/09/2009 (5:04 pm) |

    “Olá:
     
     
            Há bastante tempo entrei neste “SITE” e obtive resposta.
            Procurei ajuda médica e comecei um tratamento para o Trasntorno Bipolar.
     
            Tenho 47 anos, depois de começar o tratamento retornei ao trabalho. Tomei medicamentos e melhorei bastante, porém meu marido(agora estamos nos separando) tem um temperamento bastante difícil, é muito avarento chegando ao ponte de não concordar com os médicos e aos poucos, abstendo-se de comprar remédios pois eu estava “bem”, eu por minha vez, ficando cada dia mais triste e deprimida(???) acabei que parei outra vez de trabalhar.
     
          Nossos filhos já são crescidos – 25/14 e 20 anos, o mais velho mora fora, o do meio por não concordar com as atitudes do pai resolveu morar com minha mãe e a mais nova permanece em casa, pois está cursando a Faculdade e se ela sair de lá, é capaz dele parar de pagar os estudos dela. Fico impotente diante de tdo, não consigo ter uma linha de reciocínio que me permita sentir melhor. Para que ilustre melhor a minha situação diante do casamento falo como é o comportamento deste que está quase sendo o EX-MARIDO: Ele, ao longo dos anos foi perdendo hábitos de higiene, principalmente o banho, coisa que ele só faz 1 ou 2 vezes por semana, faça o calor que fizer; não vai ao dentista e com isto seus dentes estão horríveis, um deles caiu e ele teve a capacidade de fazer um jeitinho com DUREPOX e colocou no lugar, só depois de muiia insistência minha e dos filhos é que ele procurou um dentista bem baratinho que fez um provisório e muito mal feito, com isso ele tem um hálito horrorozo.
     
         Além de ter ficado 1 anio se cortar o cabelo, ele tb não compra suas roupas, que são velhas e manchadas… Eu me cuidei, me tratei e enquanto trabalhei adquiria minhas coisas e tb para os meus filhos. No final de janeiro, estando em crise de depressão, me sentindo incapaz de qq coisa, resolvi sair de casa, pois não ví outra saída! No momento estou na casa de minha irmã; tomei todas as providências legais para que ele saia do apto, pois o mesmo é de propriedade dos meus filhos e eu quem tenho o direito de estar lá.
     
       Enfim… Diante disso, ele se coloca de maneira irredutível, que não vai sair e sabe que sou doente(palavras dele) e quer ver até onde eu aguento! Deixou de comprar todos os remédios, inclusive o mais importante que é o que controla meus batimentos cardíacos… É claro que não estou sem medicamento para a pressão e tb para a arritimía, porém estou sem ter como ir até um psiquiatra e deste modo, cada dia faço menos coisas… Não saio de casa pq tenho muito medo de passar mal, tenho alterações de raiva e tristeza várias vezes ao dia. Tenho o diagnóstico médico tanto de um psiquiatra qto de um neurologista, porém não tenho recursos financeiros, no momento para ter consultas e poder ter o medicamento adequado. Fiquei somente com o ALPRAZOLAN, que me deixa mais deprimida…
     
       Existe alguma alternativa para que eu possa me sentir melhor e tenha forças para resistir ao tempo lento da Justiça????? Estou quase em desespero e começando com aqueles pensamentos mórbidos, que aprendi a perceber… Penso em tomar muitos comprimidos ou simplesmente parar completamente com os tratamentos e ver se “morro”! Pq a vontade é essa, mas derrepente eu penso que não…. Estou com muito medo de perder esta lucidez que já está fugindo cada vez mais…
     
        Já deixei até escrito em minha agenda, que se alguma coisa terrível me acontecer, 80% é culpa dele! 
     
        Leio todos os e-mail’s que me são passados  e só hoje, depois de ter tomado meus remédios é que tive coragem de vir até aqui e literalmente pedir ajuda.
     
        Não consigo sair de casa para nada! Passo a maior parte do meu tempo dormindo ou então calada pensando várias coisas sem que me façam sentido.
     
        Tb não sei como terminar… Peço ajuda se houver qq anti-depressivo que eu possa ter acesso, será que existe algum alternativo que não necessite de receita???
     
       Como li em uma resposta à outra pessoa: Em 1º lugar está o MEU bem estar e é o que estou tentando fazer saindo de um casamento de 25 anos e que era uma relação doentia….
     
               Muito obrigada”

    Minha Cara,

    Sinto muito pela situação terrível que você está.

    Realmente é um desgaste enorme participar de disputas judiciais deste tipo. E o pior é que não dependem da gente. Dependem de terceiros e só podemos ficar aguardando.

    Assim, vamos focar no que podemos fazer: cuidar de nossas próprias vidas. 

    Você tem um diagnóstico de uma doença grave que precisa ser tratada e tem que tomar medicação. Se não tem dinheiro para pagar um psiquiatra, precisa procurar atendimento público ou em hospitais-escolas que fornecem atendimento gratuito.

    Você deve desvincular seu tratamento e sua saúde de seu marido. Uma coisa não tem a ver com a outra. 

    O SUS também fornece medicação gratuitamente. 

    Dá trabalho? Dá. É chato? Tem filas? Sim. Mas uma vez inserida no esquema do SUS seu tratamento está garantido. O mesmo se aplica a hospitais-escola.

    Sugiro procurar o Posto de Saúde mais perto de sua casa e se matricular lá. E solicitar uma consulta com o psiquiatra. E o clínico geral.

    Retome sua independência e não se coloque a mercê de ninguém. Isso fará bem a você.

    Foque-se em ficar boa, retomar seu tratamento e voltar a trabalhar. Você consegue.

    Boa sorte,

    Liliana



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  • O que faço com meu namorado?

    Filed under: Dúvidas | 03/04/2009 (2:23 pm) |

    “Tenho 23 anos e sou estudante do 9°periodo de arquitetura e urbanismo da
    UFES(Universidade Federal do Espírito Santo). Estou em um relacionamento faz 6
    meses, apesar de pouco tempo nunca me senti tão envolvida e apaixonada na minha
    vida. Eu e meu namorado sempre fomos muito grudados e estávamos prestes a nos
    mudar para morarmos juntos. Sempre nos achamos muito parecidos e essas coisas.
    Com o tempo ele foi se mostrando assim meio lunático. Achava que tudo se
    comunicava com ele, e sempre dizia escutar vozes, tudo que ele via ou escutava
    associava a alguma ideia da cabeça dele e essas coisas. Houve 1 noite que ele
    surtou de vez e ficou agressivo e me atacou, levei 2 mordidas e muitas palavras
    grossas e crueis a respeito das nossas vidas, enfim, com tudo  isso foi
    pré-diagnosticado por um clinico geral que se tratava de esquizofrenia. Ele
    sempre diz que eu sou a única felicidade dele, visto que o pai se suicidou e
    provavelmente tb teria a doença, ele tem raiva da familia(diz que a familia
    sempre o reprovou e nunca esteve satisfeito com ele e batia muito nele) e não
    tem muitos amigos(os que tem moram longe)…Gostaria de saber qual deve ser
    minha posição diante dessa situação…nas vésperas do grande surto que ele
    teve eu senti que estava entrando na doidera dele, pois tudo que ele falava
    parecia, as vezes, fazer sentido, não sei explicar. Preciso saber o que eu devo
    fazer, estou muito triste com isso tudo pq na verdade gosto muito dele e fico
    perdida ao tentar resolver tudo, pois hora ele me trata muito bem e hora como se
    não sentisse nada por mim…eu sou a unica pessoa que ele quer se abrir,
    conversar e que ele realmente confia. O que faço?”

    Ninguém pode lhe dizer o que fazer nesta situação, infelizmente.

    Você deverá ver como se sente e a partir de seus sentimentos saberá como agir.

    O que posso lhe falar é para você aprender a se proteger. Saber a diferença entre o que é delírio e o que não é. Reconhecer quando seu namorado está bem e quando ele precisa de auxílio médico. No caso, você seria o parâmetro de realidade dele. E sendo assim, é você que deve saber a hora de procurar ajuda médica, avaliar se o tratamento está surtindo efeito ou não. Enfim, É uma responsabilidade ser esse parâmetro.

    Quando nos relacionamos com alguém nessas condições e damos nosso feedback de que a pessoa deve procurar ajuda, alguns nos frustram porque não respondem. E ficamos com a impressão que falamos ao vento. Outros, pelo contrário, acatam nossas observações e de fato seguem tratamentos e buscam o médico quando apontamos a necessidade. Esses são muito mais capazes de manter relacionamentos porque consideram o outro e querem melhorar.

    A esquizofrenia é uma patologia muito grave tanto para o paciente como para os que convivem com ele.

    Pense, pondere, avalie.

    Veja se quer essa responsabilidade.

    Antes de qualquer coisa, você tem que pensar no seu bem estar. Você em primeiro lugar sempre.

    (Suponho que ele já tenha psiquiatra, diagnóstico correto e esteja em tratamento, certo?)



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  • “Tomo Lítio e quero emagrecer”

    Filed under: Dúvidas | 03/04/2009 (1:42 pm) |

    “Sofro de Transtorno Bipolar e tomo lítio. Estou obesa e quero emagrecer.E o
    remédio me engorda mais ainda. Fico num dilema quanto mais gorda mais infeliz e
    mais em crise e sem remédio tenho medo do que possa acontecer.
    Ser magra é realmente importante pra mim.”

    Esta questão é realmente muito importante: obesidade em pacientes bipolares.

    A maioria das drogas usados no tratamento do Transtorno Bipolar podem apresentar como efeito colateral o ganho de peso. Há drogas que interferem menos no peso que outras. E geralmente os efeitos colaterais são dependentes de dose também.

    Qualquer bom tratamento, de qualquer patologia deve ter um efeito terapêutico máximo com a menor dose possível e com o mínimo de efeitos colaterais.

    Minha sugestão é que converse com seu psiquiatra para reavaliar seu tratamento como um todo.

    Além da reavaliação periódica do tratamento, dieta e exercícios devem ser uma constante na vida dos bipolares.



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  • Lítio e Acne

    Filed under: Dúvidas | 03/02/2009 (4:44 pm) |

    “Cerca de 4 anos atrás fui diagnostica com TAB e um ano , ano e meio faço uso de litio e a um ano de quetiapina. Tive os efeitos colaterais já de costume, aumentei bem o meu peso, mas isto já estou conseguindo controlar e emagrecer a base de dieta e exercícios. Mas há um efeito que me incomoda bastante que foi o aparecimento de acne, tenho 30 anos e meu rosto esta repleto de acne, tento fazer estes tratamentos comerciais a base de limpeza e cremes, mas não esta surtindo efeito, e isso desanima bastante a continuidade do tratamento. Por favor, é de seu conhecimento tal efeito e se existe algum tratamento efetivo que não seja para de tomar o medicamento.”

    A acne é um dos efeitos colaterais descritos do uso de lítio.

    Setenta e cinco por cento dos pacientes que usam lítio desenvolvem efeitos colaterais e geralmente estes efeitos são relacionados à dose.

    O uso do lítio implica na sua dosagem sanguínea frequente para que este apresente efeitos terapêuticos ótimos e o mínimo de efeitos colaterais.

    Qualquer tratamento é algo dinâmico e doses e medicamentos devem ser ajustados conforme seus efeitos.

    Para saber mais sobre efeitos colaterais leia este texto.



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