Transtorno Afetivo Bipolar

Tratamento gratuito para Bipolares

Filed under: Dúvidas | 03/18/2009 (2:23 pm) |

“gostaria de saber onde posso me tratar gratuitamento de transtorno bipolar???”

O SUS engloba tratamento gratuito para Transtorno Bipolar. Para isso, você deve se matricular no Posto de Saúde mais perto de sua casa ou ir direto na Saúde Mental.

Hospitais-escola como o Hospital das Clínicas em São Paulo também são uma boa opção.



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  • Hipotireoidismo x Bipolar

    Filed under: Dúvidas | 03/15/2009 (3:31 pm) |

    “Boa Tarde.
    Sou bipolar, mais de 04 anos e trato com o mesmo pisquiatra. Já troquei de remédios várias vezes, pois meu organismo acaba se adptndo rápido a fóluma e perde o efeito.
    Sofro muito de depressão aguda, mas em fração de segundos me torno agressiva capaz de qualquer loucura. Já tive anorexia e várias tentativas de suícidio.
    Meu médico tenta me ajudar de toda forma eu sei, mais eu tenho um problema que parece me tornar uma bipolar diferente dos outros.
    Em 2004 apareceu um tumor em minha tireóide e tive que retira-lá toda. Logo depois começaram os problemas.
    Até hoje faço tratamento com a endocrinologista para reposição do hormonio; mais ela nunca consegui manter o índice hormonal dentro do padrão normal. Segundo a mesma, meu organismo não aceito a retirada da tireóide. O meu psiquiatra e a endocrino estão sempre em contato, pois ela diz que ele tem que normaliza meu emocinal para que ela possa estabilizar a parte hormonal; já ele diz que não tem como acertar meu emocional se o hormonio TSH e T4 estão fora do padrão.
    Sei que tomo uns 10 comprimidos por dia de vários remédios, mais sinto piorar a cada dia.
    Estou afastada pelo INSS, mais eles estão sempre me dando alta e sempre sou humilhada nas perícias qd pesso recurso.
    Não posso fazer uso de lítio por não ter tireóide, vivo totalente isolada do mundo não saio de casa nunca, só fico deitada. Me chamam de vagabunda mais não ligo, só eu sei o que sofro.
    Já tentei uma aposentadoria por invalidez no INSS, tentei explicar que não tem tratamento no meu caso, pois não tenho a tireóide e meu organismo não aceitou a perda dele. O que consegui foi apensar muitos risos do períto do INSS.
    Gostaria muito de sua ajuda
    Obrigada”

    Olá, sinto muito por sua situação, realmente muito desagradável.

    Você tem aí dois desequilíbrios para lidar: um hormonal dos hormônios tireoidianos e outro cerebral. E um afeta o equilíbrio do outro.

    Sinceramente não estou entendendo qual a dificuldade de repor o hormônio da tireóide.

    O equilíbrio do Transtorno Bipolar no entanto é mais complicado, de fato. 

    Quanto ao lítio, não há porque não usá-lo em quem não tem tireóide. O lítio pode afetar a tireóide a longo prazo. Se você não tem mais a glândula, ele não terá nenhum efeito nela.

    Minha sugestão é que reavaliem sua dosagem de hormônio de tireóide e toda a sua medicação.



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  • Bipolar x Esquizofrenia

    Filed under: Uncategorized | 03/09/2009 (5:18 pm) |

    “OLA….MINHA MAE SOFRE COM ISSO QUE AINDA NAO SABEMOS SE É TRANSTORNO BIPOLAR
    OU ESQUIZOFRENIA POIS SAO SEMELHANTES E AO MESMO TEMPO DIFERENTES , JA NAO
    SABEMOS MAIS O QUE FAZER , O MEDICO PEDIU A INTERNAÇÃO MAS ISSO É MUITO
    COMPLICADO , GOSTARIA QUE ME DESSE UMA ORIENTAÇÃO SOBRE O QUE É CADA DOENÇA
    E SEUS SINTOMAS ? GRATA”

    Realmente as duas patologias podem ser muito parecidas dependendo da fase que o paciente se encontra.

    Sugiro ler estes dois posts com os textos diagnósticos de ambas as doenças.

    Esquizofrenia.

    Transtorno Afetivo Bipolar.

    Boa sorte.



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  • Tratamento Gratuito

    Filed under: Dúvidas | 03/09/2009 (5:04 pm) |

    “Olá:
     
     
            Há bastante tempo entrei neste “SITE” e obtive resposta.
            Procurei ajuda médica e comecei um tratamento para o Trasntorno Bipolar.
     
            Tenho 47 anos, depois de começar o tratamento retornei ao trabalho. Tomei medicamentos e melhorei bastante, porém meu marido(agora estamos nos separando) tem um temperamento bastante difícil, é muito avarento chegando ao ponte de não concordar com os médicos e aos poucos, abstendo-se de comprar remédios pois eu estava “bem”, eu por minha vez, ficando cada dia mais triste e deprimida(???) acabei que parei outra vez de trabalhar.
     
          Nossos filhos já são crescidos – 25/14 e 20 anos, o mais velho mora fora, o do meio por não concordar com as atitudes do pai resolveu morar com minha mãe e a mais nova permanece em casa, pois está cursando a Faculdade e se ela sair de lá, é capaz dele parar de pagar os estudos dela. Fico impotente diante de tdo, não consigo ter uma linha de reciocínio que me permita sentir melhor. Para que ilustre melhor a minha situação diante do casamento falo como é o comportamento deste que está quase sendo o EX-MARIDO: Ele, ao longo dos anos foi perdendo hábitos de higiene, principalmente o banho, coisa que ele só faz 1 ou 2 vezes por semana, faça o calor que fizer; não vai ao dentista e com isto seus dentes estão horríveis, um deles caiu e ele teve a capacidade de fazer um jeitinho com DUREPOX e colocou no lugar, só depois de muiia insistência minha e dos filhos é que ele procurou um dentista bem baratinho que fez um provisório e muito mal feito, com isso ele tem um hálito horrorozo.
     
         Além de ter ficado 1 anio se cortar o cabelo, ele tb não compra suas roupas, que são velhas e manchadas… Eu me cuidei, me tratei e enquanto trabalhei adquiria minhas coisas e tb para os meus filhos. No final de janeiro, estando em crise de depressão, me sentindo incapaz de qq coisa, resolvi sair de casa, pois não ví outra saída! No momento estou na casa de minha irmã; tomei todas as providências legais para que ele saia do apto, pois o mesmo é de propriedade dos meus filhos e eu quem tenho o direito de estar lá.
     
       Enfim… Diante disso, ele se coloca de maneira irredutível, que não vai sair e sabe que sou doente(palavras dele) e quer ver até onde eu aguento! Deixou de comprar todos os remédios, inclusive o mais importante que é o que controla meus batimentos cardíacos… É claro que não estou sem medicamento para a pressão e tb para a arritimía, porém estou sem ter como ir até um psiquiatra e deste modo, cada dia faço menos coisas… Não saio de casa pq tenho muito medo de passar mal, tenho alterações de raiva e tristeza várias vezes ao dia. Tenho o diagnóstico médico tanto de um psiquiatra qto de um neurologista, porém não tenho recursos financeiros, no momento para ter consultas e poder ter o medicamento adequado. Fiquei somente com o ALPRAZOLAN, que me deixa mais deprimida…
     
       Existe alguma alternativa para que eu possa me sentir melhor e tenha forças para resistir ao tempo lento da Justiça????? Estou quase em desespero e começando com aqueles pensamentos mórbidos, que aprendi a perceber… Penso em tomar muitos comprimidos ou simplesmente parar completamente com os tratamentos e ver se “morro”! Pq a vontade é essa, mas derrepente eu penso que não…. Estou com muito medo de perder esta lucidez que já está fugindo cada vez mais…
     
        Já deixei até escrito em minha agenda, que se alguma coisa terrível me acontecer, 80% é culpa dele! 
     
        Leio todos os e-mail’s que me são passados  e só hoje, depois de ter tomado meus remédios é que tive coragem de vir até aqui e literalmente pedir ajuda.
     
        Não consigo sair de casa para nada! Passo a maior parte do meu tempo dormindo ou então calada pensando várias coisas sem que me façam sentido.
     
        Tb não sei como terminar… Peço ajuda se houver qq anti-depressivo que eu possa ter acesso, será que existe algum alternativo que não necessite de receita???
     
       Como li em uma resposta à outra pessoa: Em 1º lugar está o MEU bem estar e é o que estou tentando fazer saindo de um casamento de 25 anos e que era uma relação doentia….
     
               Muito obrigada”

    Minha Cara,

    Sinto muito pela situação terrível que você está.

    Realmente é um desgaste enorme participar de disputas judiciais deste tipo. E o pior é que não dependem da gente. Dependem de terceiros e só podemos ficar aguardando.

    Assim, vamos focar no que podemos fazer: cuidar de nossas próprias vidas. 

    Você tem um diagnóstico de uma doença grave que precisa ser tratada e tem que tomar medicação. Se não tem dinheiro para pagar um psiquiatra, precisa procurar atendimento público ou em hospitais-escolas que fornecem atendimento gratuito.

    Você deve desvincular seu tratamento e sua saúde de seu marido. Uma coisa não tem a ver com a outra. 

    O SUS também fornece medicação gratuitamente. 

    Dá trabalho? Dá. É chato? Tem filas? Sim. Mas uma vez inserida no esquema do SUS seu tratamento está garantido. O mesmo se aplica a hospitais-escola.

    Sugiro procurar o Posto de Saúde mais perto de sua casa e se matricular lá. E solicitar uma consulta com o psiquiatra. E o clínico geral.

    Retome sua independência e não se coloque a mercê de ninguém. Isso fará bem a você.

    Foque-se em ficar boa, retomar seu tratamento e voltar a trabalhar. Você consegue.

    Boa sorte,

    Liliana



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  • O que faço com meu namorado?

    Filed under: Dúvidas | 03/04/2009 (2:23 pm) |

    “Tenho 23 anos e sou estudante do 9°periodo de arquitetura e urbanismo da
    UFES(Universidade Federal do Espírito Santo). Estou em um relacionamento faz 6
    meses, apesar de pouco tempo nunca me senti tão envolvida e apaixonada na minha
    vida. Eu e meu namorado sempre fomos muito grudados e estávamos prestes a nos
    mudar para morarmos juntos. Sempre nos achamos muito parecidos e essas coisas.
    Com o tempo ele foi se mostrando assim meio lunático. Achava que tudo se
    comunicava com ele, e sempre dizia escutar vozes, tudo que ele via ou escutava
    associava a alguma ideia da cabeça dele e essas coisas. Houve 1 noite que ele
    surtou de vez e ficou agressivo e me atacou, levei 2 mordidas e muitas palavras
    grossas e crueis a respeito das nossas vidas, enfim, com tudo  isso foi
    pré-diagnosticado por um clinico geral que se tratava de esquizofrenia. Ele
    sempre diz que eu sou a única felicidade dele, visto que o pai se suicidou e
    provavelmente tb teria a doença, ele tem raiva da familia(diz que a familia
    sempre o reprovou e nunca esteve satisfeito com ele e batia muito nele) e não
    tem muitos amigos(os que tem moram longe)…Gostaria de saber qual deve ser
    minha posição diante dessa situação…nas vésperas do grande surto que ele
    teve eu senti que estava entrando na doidera dele, pois tudo que ele falava
    parecia, as vezes, fazer sentido, não sei explicar. Preciso saber o que eu devo
    fazer, estou muito triste com isso tudo pq na verdade gosto muito dele e fico
    perdida ao tentar resolver tudo, pois hora ele me trata muito bem e hora como se
    não sentisse nada por mim…eu sou a unica pessoa que ele quer se abrir,
    conversar e que ele realmente confia. O que faço?”

    Ninguém pode lhe dizer o que fazer nesta situação, infelizmente.

    Você deverá ver como se sente e a partir de seus sentimentos saberá como agir.

    O que posso lhe falar é para você aprender a se proteger. Saber a diferença entre o que é delírio e o que não é. Reconhecer quando seu namorado está bem e quando ele precisa de auxílio médico. No caso, você seria o parâmetro de realidade dele. E sendo assim, é você que deve saber a hora de procurar ajuda médica, avaliar se o tratamento está surtindo efeito ou não. Enfim, É uma responsabilidade ser esse parâmetro.

    Quando nos relacionamos com alguém nessas condições e damos nosso feedback de que a pessoa deve procurar ajuda, alguns nos frustram porque não respondem. E ficamos com a impressão que falamos ao vento. Outros, pelo contrário, acatam nossas observações e de fato seguem tratamentos e buscam o médico quando apontamos a necessidade. Esses são muito mais capazes de manter relacionamentos porque consideram o outro e querem melhorar.

    A esquizofrenia é uma patologia muito grave tanto para o paciente como para os que convivem com ele.

    Pense, pondere, avalie.

    Veja se quer essa responsabilidade.

    Antes de qualquer coisa, você tem que pensar no seu bem estar. Você em primeiro lugar sempre.

    (Suponho que ele já tenha psiquiatra, diagnóstico correto e esteja em tratamento, certo?)



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  • “Tomo Lítio e quero emagrecer”

    Filed under: Dúvidas | 03/04/2009 (1:42 pm) |

    “Sofro de Transtorno Bipolar e tomo lítio. Estou obesa e quero emagrecer.E o
    remédio me engorda mais ainda. Fico num dilema quanto mais gorda mais infeliz e
    mais em crise e sem remédio tenho medo do que possa acontecer.
    Ser magra é realmente importante pra mim.”

    Esta questão é realmente muito importante: obesidade em pacientes bipolares.

    A maioria das drogas usados no tratamento do Transtorno Bipolar podem apresentar como efeito colateral o ganho de peso. Há drogas que interferem menos no peso que outras. E geralmente os efeitos colaterais são dependentes de dose também.

    Qualquer bom tratamento, de qualquer patologia deve ter um efeito terapêutico máximo com a menor dose possível e com o mínimo de efeitos colaterais.

    Minha sugestão é que converse com seu psiquiatra para reavaliar seu tratamento como um todo.

    Além da reavaliação periódica do tratamento, dieta e exercícios devem ser uma constante na vida dos bipolares.



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  • Lítio e Acne

    Filed under: Dúvidas | 03/02/2009 (4:44 pm) |

    “Cerca de 4 anos atrás fui diagnostica com TAB e um ano , ano e meio faço uso de litio e a um ano de quetiapina. Tive os efeitos colaterais já de costume, aumentei bem o meu peso, mas isto já estou conseguindo controlar e emagrecer a base de dieta e exercícios. Mas há um efeito que me incomoda bastante que foi o aparecimento de acne, tenho 30 anos e meu rosto esta repleto de acne, tento fazer estes tratamentos comerciais a base de limpeza e cremes, mas não esta surtindo efeito, e isso desanima bastante a continuidade do tratamento. Por favor, é de seu conhecimento tal efeito e se existe algum tratamento efetivo que não seja para de tomar o medicamento.”

    A acne é um dos efeitos colaterais descritos do uso de lítio.

    Setenta e cinco por cento dos pacientes que usam lítio desenvolvem efeitos colaterais e geralmente estes efeitos são relacionados à dose.

    O uso do lítio implica na sua dosagem sanguínea frequente para que este apresente efeitos terapêuticos ótimos e o mínimo de efeitos colaterais.

    Qualquer tratamento é algo dinâmico e doses e medicamentos devem ser ajustados conforme seus efeitos.

    Para saber mais sobre efeitos colaterais leia este texto.



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  • Sobre Parâmetros

    Filed under: Artigos | 02/21/2009 (2:04 pm) |

    Uma das situações mais complicadas para o indivíduo com Transtorno Afetivo Bipolar é se dar conta se está equilibrado ou não.

    Principalmente porque quando se está fora do equilíbrio, a percepção fica comprometida e o julgamento de sua própria situação pode ser bem difícil.

    Uma forma eficiente é ter parâmetros externos que avisam quando se está saindo do equilíbrio. 

    Parâmetros concretos que independem de julgamentos subjetivos. Dados concretos para se lidar, mensurar.

    Um dado concreto e indiscutível são as horas de sono. Quanto tempo se passa dormindo.

    Um aumento de horas de sono sugere depressão. Uma diminuição nas horas dormidas, sugere mania ou hipomania, por exemplo.

    Outro parâmetro é o peso. Mudanças do humor geralmente vêm acompanhadas de alterações do apetite e por conseguinte, do peso. Assim, monitorar o peso é uma forma indireta de se ter idéia do humor.

    Um parâmetro importante para os bipolares é a questão financeira. Aumento dos gastos, diminuição da renda, qualquer alteração da saúde financeira da pessoa geralmente é ligada com a oscilação do humor também.

    Nem sempre os bipolares têm com quem contar para ter um feedback de sua situação. 

    E é minha política a independência do indivíduo bipolar para que ele se conheça cada vez melhor para poder se cuidar e se tratar sem depender de terceiros.

    Reconhecer sua própria situação e tomar atitudes saudáveis é fundamental para o rápido restabelecimento desse equilíbrio tão frágil mas possível.



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  • Antidepressivo para bipolar?

    Filed under: Artigos | 02/19/2009 (3:51 pm) |

    Li por aí textos dizendo que bipolares não podem tomar antidepressivos, que estes não funcionam ou fazem mal.

    Não é bem assim.

    Sabemos que o Transtorno Afetivo Bipolar é um desequilíbrio químico cerebral onde os neurotransmissores estão fora de balanço. Os antidepressivos acertam o equilíbrio de alguns neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina. Assim, se o paciente tem um desequilíbrio da serotonina, por exemplo,está indicado o uso de antidepressivo que corrige isso.

    O perigo é o bipolar entrar em mania, o inverso da depressão. Por isso que o uso de antidepressivos deve ser feito de forma tão cuidadosa, para não jogar o indivíduo no outro extremo do espectro de humor.

    Como toda medicação, o uso deve ser bem criterioso e bem indicado.



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  • Bipolar x Parkinson X Alzheimer

    Filed under: Correspondências | 02/12/2009 (7:26 pm) |

    “Boa noite, Liliana:
    Que bom que és blogueira! Não sei, se é tua área.
    Mas, qual a probabilidade de uma pessoa filho, de pais portadores de Mal de Parkinson e Alzeimmer, desenvolverem a doença?
    Li artigo sobre Transtorno Afetivo Bipolar? Têm sincronicidade?

    Abraços”

    Fiz uma pesquisa no Medscape.com com as variáveis : Bipolar X Parkinson X Alzheimer e não houve nenhum resultado.

    Assim, não posso dizer se um filho de portadores de Parkinson e Alzheimer têm mais chances de desenvolver Transtorno Bipolar.

    Porém, visto que já se sabe das origens genéticas das 3 patologias, filhos de bipolares têm mais chances de serem bipolares, filhos de parkinsonianos têm mais chances de desenvolverem parkinson e o mesmo se aplica a Alzheimer. Tudo depende se os filhos herdaram os genes dos pais.



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  • Esquizofrenia X Transtorno Afetivo Bipolar

    Filed under: Correspondências,Depoimentos | 02/09/2009 (12:20 pm) |

    Olá Liliana
    Sou adnirador do seu blog…
    Primeiro, qual a diferença entre Transtorno Bipolar e esquizofrenia?

    Tenho acompanhado através de leituras esse blog, .
    Fui casado durante 17 anos, ( desse casamento tivemos dois filhos, e o mais velho hoje com 26 anos tem transtorno bipolar ( ou escrizofrenia ) não sei o certo. Esse disturbio se apresentou quando ele tinha 18 anos e dai pra cá não tive mais paz.
    Para entender melhor, a minha Ex esposa abandonou o lar e viajou para outro estado, isso quando os filhos tinham 14 e 15 anos, (eu terminei de criar os filhos sozinho, ainda hoje moro com os dois filhos e uma auxiliar do lar) depois de muito tempo e pelo próprio histórico da familia dela percebemos que isso é uma doença hereditária, genetica.
    Desde a época da primeira crise até hoje, já foi internado umas 4 ou cinco vezes, no inicio começou tomando Holdol,, depois risperidona com rivotril pra dormir e hoje ele toma o Zyprexa( Remedio caro ) mas consigo pegar através de um programa do governo.
    Conforme relatos de pessoas de vários foruns que ando lendo pessoas com essas caracteristicas tem muitas dificuldades. Ele não consegue estudar, tenta mas não consegue ( eu fico com pena )… Já tentou a faculdade duas vezes mas no segundo semestre desiste…
    Sei também que se a pessoa tomar o medicamento diariamente pode ter uma vida normal, isso eu percebo quando ele toma o madicamento com regularidade.
    Ele tem um ponto positivo, é um rapaz que frequenta o centro espirita e gosta muito de ler alancardec, Hamatis e vários outros livros relacioado a espiritualidade…
    Sabemos que esse tipo de disturbio precisa ser tratato a parte física e a espiritual, e ele sabe disso também mas, por outro lado tem muita resistencia ao medicamento pois esse medicamento contribui muito para engordar, ele já aumentou mais de dez Kg.
    Alguem sabe, existe alguma forma de continuar tomando esse medicamento e evitar que engorde? existe alguma forma que evite engordar? pois quando ele passa alguns dias sem tomar o comportamento logo muda.
    Ele já me agrediu, e quando não toma O medicamento se torna uma pessoa agressiva….
    Eu já não aguento mais!!!
    Confesso que já tive vontade até de abreviar a minha Vida.
    essa semana 02/02/2009, foi necessário recolhe-lo em uma clinica psiquiatra, mas não aceita, diz que o colocamos lá com inveja dele, da sabedoria e dos poderes que ele tem..

    Grato
    Wilson[bb]

    Caro Wilson,

    Recomendo a leitura desse artigo sobre esquizofrenia.

    A tendência hoje é considerar tanto a esquizofrenia como o TAB numa mesma linha de transtornos psicóticos. A diferença fundamental é que o bipolar não perderia totalmente o contato com a realidade, isso falando grosseiramente.

    No caso do bipolar em mania, as patologias se parecem muito realmente. Vide os delírios de seu filho. E o tratamento é com praticamente os mesmos anti-psicóticos.

    Como você pode reparar, o tratamento costuma engordar. Esse é um dos efeitos colaterais indesejados e que deve ser levado em consideração a longo prazo.

    A curto prazo, em plena crise, primeiro se medica. Tira-se da crise e depois, para se achar a medicação de manutenção é que se deve levar em consideração o ganho de peso. Para isso existe uma variedade de opções de medicação e se escolhe a que tem melhor efeito psiquiátrico com menor efeito colateral indesejado. Mas isso requer tempo e experimentar medicações diferentes, o que demora e deve ser feito lentamente. O paciente deve ter muita paciência e entender que é por um período de tempo que ele ficará acima do peso. Depois, com a medicação correta e estabilizado, poderá perder os quilos extras. O apoio familiar para a aderência ao tratamento é fundamental. Devemos passar esperanças que ele vai ficar bem e que mesmo engordando no começo não deve parar a medicação.

    Porém, na minha opinião, não se deve ficar satisfeito com medicação que engorda a longo prazo na manutenção. Esse fator deve ser levado em conta ao se escolher os remédios de manutenção. O paciente deve ter a esperança e a certeza que vai emagrecer.

    Outro ponto importante que me chamou a atenção é que você mencionou que você já pensou em “abreviar sua vida”. Isso é muito sério. Isso parece depressão e sugiro que procure ajuda profissional para acompanhá-lo. Os parentes e amigos próximos de pacientes psiquiátricos sofrem pressões muito grandes e podem desenvolver transtornos também. Por favor, fale com um psiquiatra. Você não deve aguentar tudo sozinho.

    Boa sorte pra vocês!



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  • Preconceito no local de trabalho

    Filed under: Artigos,Correspondências,Depoimentos | 02/04/2009 (3:22 pm) |

    Seus artigos tem me ajudado bastante a entender meu transtorno,moro em
    Pernambuco e fui diagnosticada com transtorno esquizotípico,sou
    readaptada da rede pública de ensino do estado e do município do
    Jaboatão dos Guararapes, antes até os 30 anos vivia “normalmente”
    saindo,tendo uma gama de amigos.Em decorrencia de um fato que ocorreu
    na escola onde presenciei, grupo de extermínio assassinando
    ex-alunos,desencadeou ou vamos dizer que o meu transtorno ficou mais
    perceptível a minha familia, desde então eles cuidam de mim, minhas
    irmãs, meu cunhado me levou a um tratamento chamado hospital dia,onde
    os familiares,participam de todo o procedimento e isto nos ajuda
    muito,mas é só sair dalí para o trabalho onde eu assumo que tomo
    medicamento e tenho um transtorno mental, fico a pensar se é
    perseguição, ou, mania de perseguição,sei que todos me exclui de tudo,
    quero muito que vc escreva algo em relação a este tipo de tratamento e
    também quanto ao comportamento dos colegas no trabalho, porque minha
    vida social e sexual foi, e está sendo, há uns 15 anos totalmente nula
    o incrível é eu não sinto desejo sexual nenhum.Além de só trabalhar 1
    mês no máximo por ano por não suportar,as discriminações, o médico
    sempre me atestado médico de 3 meses.

    Em duas palavras: ele existe.

    Se você tirou licença médica para tratamento de alguma patologia psiquiátrica muito provavelmente, com quase toda certeza você vai se deparar com o preconceito de seus colegas de trabalho.

    Apenas quem já passou pela experiência, ou seja, quem já foi ou é paciente pode te entender. Do contrário, são raras as pessoas que têm desenvolvimento para tratar um paciente psiquiátrico como uma pessoa como qualquer outra.

    Por isso que se prefere não comentar nada a respeito de licenças, de diagnósticos, de nada. Por isso que a preferência é pela aposentadoria ou mesmo a demissão para mudar daquele ambiente que foi “contaminado” pelo preconceito.

    Ser vítima de preconceito não é privilégio apenas dos pacientes psiquiátricos. Pacientes com doença crônicas e câncer também sofrem igualmente.

    Como combater isso?

    Não se pode enfiar bom senso e inteligência na cabeço dos outros, mas se pode ter posturas de gente saudável quando estamos saudáveis.

    Se a licença acabou. Acabou. Você está apta a trabalhar deve esquecer sua patologia. Não assuma postura de “coitadinho”. Não se queixe nem se exponha para quem é apenas “colega de trabalho” e não vai te respeitar depois.

    No trabalho tem-se que ter postura a mais profissional possível. Mais que os outros.

    No trabalho: ser profissional.

    Se não está se sentindo bem para trabalhar: não trabalhe.

    Só apareça para os outros no seu melhor. E talvez eles esqueçam que você tirou aquela licença…



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  • A Medicação Protege Mas Não Faz Milagre

    Filed under: Artigos | 01/29/2009 (2:22 pm) |

    Para termos saúde entram várias variáveis: nossa predisposição genética, nosso background social-familiar e nossa interação com o meio que nos cerca.

    Tudo influi para nos mantermos bem.

    Quem tem um transtorno como o Transtorno Bipolar fica mais vulnerável às variações do meio.

    A medicação estabiliza o humor e as crises psicóticas e protege a pessoa de estresses tanto internos quanto externos. Ampliando assim a faixa de tolerância de stress que o paciente suporta.

    Porém, a medicação é limitada. Quando o stress é muito grande, a pessoa pode entrar em crise mesmo medicada.

    É como o diabético que usa uma certa dose de insulina e que exagera um dia nos doces. Aquela dose que ele estava acostumado não é suficiente para aquela quantidade de açúcar naquele dia em especial.

    Então, temos vários mecanismos além da medicação para não se ter crises.

    Um deles é se expor ao mínimo ao stress. Procurar evitar situações que se sabe que lhe farão mal.

    Mas isso é impossível, fugir do stress para sempre.

    A outra saída é reconhecer as situações que fazem mal e se fortalecer contra elas, através de psicoterapia. Por isso que é tão importante que o bipolar faça terapia: para criar mecanismos de defesa contra stress.

    Porém, não se pode prever todas as situações de stress que se vai passar e eventualmente, pode-se entrar em crise.

    E daí, o que se faz?

    Se você perceber que não está bem, entre em contato com seu psiquiatra que ele ou ela vai lhe orientar na situação aguda.

    Geralmente os bipolares já tem uma medicação para ser usada em emergências e já fazem uso delas quando em stress, além da medicação diária normal.

    Bipolares em tratamento há muito tempo costumam saber como agir quando o stress ultrapassa sua capacidade de lidar com ele. Já sabem reconhecer quando tomar a medicação de “emergência”, e já sabem quando essa medicação de emergência não é suficiente e precisam entrar em contato com o psiquiatra.

    Ser bipolar é um processo constante de auto-conhecimento, de se conhecer os próprios limites e expandí-los através do fortalecimento de sua estrutura psicológica.



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  • Aceitação

    Filed under: Depoimentos | 01/21/2009 (1:24 pm) |

    “Uma das coisas mais importantes que aprendi em minha terapia foi aceitar minha loucura.

    E não foi só aceitar com um simples “sim”. 

    Foi me acolher enquanto louca em crise. Gostar de mim mesmo nos meus piores momentos. Ser gentil comigo mesma. Aceitar a loucura vir, e observá-la de minha consciência naquele lugarzinho separado da minha cabeça e ainda assim gostar daquele “eu” descontrolado e doente.

    Vou exemplificar.

    Um dia estava viajando e paramos num posto de estrada para um lanche.

    Eu não estava bem. Estava agressiva, irritável, falante, encrenqueira. Mas não conseguia controlar nada e meu “eu” saudável estava deslocado para um canto da minha mente observando aquela mulher doente e descontrolada se comportar de um jeito que eu desaprovava completamente.

    Meu “eu consciente” conseguiu perceber que eu estava em crise em plena lanchonete de beira de estrada. E em vez de me desesperar, me recriminar, brigar comigo mesma, fiquei com pena daquela parte minha tão doente e imaginei me abraçando aquela parte tão frágil e desesperada.

    Enquanto eu implicava com meu acompanhante e me irritava com o atendende da lanchonete por nada, eu pensava que eu não estava bem e “abraçava a mim mesma”, me acolhia. Passava a mão em minha cabeça doente imaginária e me acalmava.

    Repetia para mim mesma que eu reconhecia que eu não estava bem e que tudo bem não estar bem. Era temporário, eram as circunstâncias e que logo eu estaria bem de novo. Garantia para mim mesma que eu não ia me recriminar ou opor resistência. Apenas fiquei me observando com calma e o  resultado da minha aceitação foi imediato: eu fiquei calma e parei de interagir negativamente com o ambiente. Pedi para meu acompanhante me levar de volta para o carro. E o resto da viagem fiquei contemplativa sentindo a agradável sensação do vento no meu rosto juntamente com a sensação de amor por mim mesma. Acolhimento.

    Quando entramos numa crise de qualquer natureza, seja maníaca, depressiva ou psicótica, parte de nós tende a não gostar de nós mesmos, de nos recriminar, de nos odiar. Isso piora a crise, nos estressa mais. E é justamente o que não precisamos. Precisamos sim de amor, carinho, aceitação, entendimento. E esse amor, carinho, aceitação e entendimento deve vir primeiramente e principalmente de nós para nós.

    A lição mais importante é aprender a nos amar mesmo nos piores momentos. Pois daí, esses piores momentos não serão mais tão ruins.

    Ame-se sempre. Aceite-se sempre!”



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    Filed under: Blogworld | 01/21/2009 (1:00 pm) |

    Gostaria de recomendar a todos o blog de DaniCast, MadTeaParty.

    Ela é uma mulher inteligente, sensível, corajosa e compartilha com seus leitores sua vida com o Transtorno Afetivo Bipolar.

    Muito esclarecedor.

    Dou meus parabéns para a Dani.



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